domingo, 8 de Novembro de 2009

Expectativas ou Realidade?

(500) Days of Summer de Marc Webb ****1/2
Antes de mais devo dizer que não suporto comédias românticas e a razão é muito simples: o amor não tem piada nenhuma. Mas pronto vamos mas é falar desta maravilhosa obra. (500) Days of Summer não é uma história de amor, nem muito menos uma comédia romântica, é sim uma história sobre o amor, e sim um dos géneros que a caracteriza é a comédia. Porquê quatro estrelas e meia em cinco? Podem perguntar vocês, os leitores. É me difícil explicar sinceramente. É um filme bastante original e bonito que passa tudo tão rápido, á semelhança do amor. O filme nunca cai no cliché barato da simples história de amor, onde as personagens se amam muito e depois no fim acabam Happily Ever After. Nada disso, (500) Days of Summer é um caricatura belíssima de uma relação real entre pessoas de carne e osso, e não entre duas personagens estereotipadas que lá por dizerem patetices românticas um ao outro se amam mais do que o tamanho do universo e fazem gáudio idiota a esse amor. Uma coisa interessante neste filme, é que não há espaço para a expressão mais frequente no filmes ditos comédias românticas, o famosíssimo: I LOVE YOU.
Vivemos durante 500 dias (de forma não linear) a paixão cartoonizada de Tom pela bela Summer. É a história de um rapaz (que acredita que nunca será feliz graças á música "triste", pop britânica e a uma má interpretação do filme The Graduate) que conhece uma rapariga (que não acredita no amor e a única coisa que ama é o seu longo cabelo preto e a facilidade como o pode cortar sem sentir nada), mas fiquem prevenidos que não se trata de uma história de amor. Parece á primeira vista bastante banal, mas a originalidade é deveras refrescante e sincera. Começa com uma epígrafe genial, diria eu. Será bastante interessante comparar este filme á realidade, a meu ver as semelhanças são inúmeras, mérito dos autores. Está cheio de pormenores inolvidáveis e profundamente genuínos. Destaque para a cena da dualidade: expectativas/realidade. Um regalo para vista, um mimo para os amantes de cinema. A surpresa do ano sem dúvida.
o melhor: é pouco dizer tudo
o pior: saber que pode não estrear nas salas portuguesas

Stay Gold Ponyboy


Talvez seja um crime, mas só hoje é que descobri este filme. Mais uma obra genial de Coppola, para recordar Swayze e vislumbrar o fabuloso elenco (na altura) juvenil, vai de Tom Cruise até Diane Lane.

segunda-feira, 2 de Novembro de 2009

Eu sou o Agente 0014, Duas Vezes Mais Inteligente que o 007!

The Informant! de Steven Soderbergh ***1/2
É fantástico chegarmos a uma sala de cinema e podermos ser confrontados com tamanha comédia!
The Informant! é uma comédia, subtil que aparece de cinco em cinco anos!
Poderia ser um filme dos Irmãos Coen, mas não há lugar para idiotice neste novo filme do talentoso Steven Soderbergh!
Poderia estar aqui o dia todo a elaborar frases exclamativas (como o título do filme) que podem caracterizar este The Informant! mas as melhores frases que o classificam são a subtilidade e a versatilidade do realizador (uma realização bastante boa). Do lado oposto á idiotice extrema dos Coen, reside The Informant! um filme inteligente mas, sejamos honestos, bastante chato em certas partes.
o melhor: a voz-off é o ponto mais alto do filme faz-nos entrar de forma soberba na cabeça do protagonista.
o pior: Matt Damon está bom realmente, mas acho que se está a fazer demasiado barulho á volta da sua interpretação. Ás vezes o filme consegue ser muito maçador.

Estoril Film Festival 2009

Fica aqui a sugestão, quem quiser ver um festival de cinema a sério feito/organizado por portugueses pode deslocar-se até ao Estoril de 5 a 14 de Novembro. Por detrás deste projecto está o (grande) senhor Paulo Branco que já produziu bons filmes, lembro-me de As Canções de Amor e Dans Paris (Christophe Honoré), Alice (Marco Martins), As Bodas de Deus (João César Monteiro), Quatro Noites com Anna (Jerzy Skolimowski), Entre os Dedos (Tiago Guedes e Frederico Serra) e há de produzir o novo de Larry Clark (Savage Innocent) e de David Cronenberg (Cosmopolis). Paulo Branco é uma excelente referência do cinema e este Festival tem todo os aspecto de poder ascender a Festival de Culto.
Este ano o cartaz é constituído pelos seguintes filmes:
  • Bright Star de Jane Campion (The Piano)
  • Fantastic Mr. Fox de Wes Anderson (The Tenenbaums; The Life Aquatic with Steve Zissou)
  • The Girlfriend Experience de Steven Soderbergh (Traffic; The Limey)
  • Tetro de Francis Ford Coppola (Apocalypse Now; The Godfather)
  • The White Ribbon de Michael Haneké (Funny Games; Caché; La Pianiste)
  • (500) Days Of Summer de Marc Webb
  • Antichrist de Lars Von Trier (Breaking the Waves; Dogville)

Estes serão os filmes que farei de tudo para ir ver. Não estão em competição mas é sempre apelativo ver filmes feitos por realizadores de tão alto gabarito (tirando o desconhecido Marc Webb). Coppola, Binoche, Sasha Grey, Audiard, Cronenberg serão presenças marcadas no Festival a não perder. Eu tentarei ir ao máximo de dias possível (infelizmente a disponibilidade não é muita visto que o Estoril ainda é longe) e será sempre gratificante para os organizadores do Festival receberem o máximo de pessoas possível.

quinta-feira, 29 de Outubro de 2009

Space Oddity

Moon de Duncan Jones ****
Quem não conhece David Bowie? Agora pondo as coisas noutra perspectiva. Quem é que conhece o filho dele, Duncan Jones? Acho que é um perfeitamente legítimo não o conhecermos, o seu pai tem uma grande fama algo que o deve colocar em segundo plano, ou estarei errado? Contudo, este jovem realizador, estreou-se com um brilhante filme de ficção científica, Moon. Deixando de lado os temas da vida alienígena e afins, explora a condição humana face ao isolamento. Sam (Sam Rockwell num tour de force soberbo) vive sozinho na lua, a sua única companhia é o computador super-inteligente GERTY (a voz genial de Kevin Spacey faz lembrar HAL de 2001:Odisseia no Espaço). A duas semanas de voltar para a terra Sam tem um acidente. Horas depois acorda, ainda atordoado é informado por GERTY que teve um aparatoso acidente. Sam tenta saber o que se passou, GERTY recusa-se a dar-lhe pormenores. Céptico, Sam volta ao local do acidente e encontra uma pessoa. Essa pessoa não é nada mais nada menos que ele próprio. Este é o ponto de partida de Moon, o melhor filme de ficção científica desde Sunshine (de Danny Boyle). Vale a pena gastar tempo a ver cinema deste calibre, quem pensa que vai ver mais um filme de ficção científica chapa 5 engane-se, Moon ultrapassa o cliché e inova de forma bastante interessante.
o melhor: Sam Rockwell e a lufada de ar fresco que recebemos (com um twist final digno)
o pior: tratarmos Duncan Jones por "o filho de David Bowie" e não lhe darmos o devido valor, talvez seja um pouco injusto

segunda-feira, 26 de Outubro de 2009



A morte é uma doença, o amor é a cura

segunda-feira, 19 de Outubro de 2009

Hello! I'm Andy..




"Since you've all been such good boys and girls, I would like to take everybody in this entire audience out for milk and cookies. There are buses outside. Everybody follow me." - Andy Kaufman