Antes de mais devo dizer que não suporto comédias românticas e a razão é muito simples: o amor não tem piada nenhuma. Mas pronto vamos mas é falar desta maravilhosa obra. (500) Days of Summer não é uma história de amor, nem muito menos uma comédia romântica, é sim uma história sobre o amor, e sim um dos géneros que a caracteriza é a comédia. Porquê quatro estrelas e meia em cinco? Podem perguntar vocês, os leitores. É me difícil explicar sinceramente. É um filme bastante original e bonito que passa tudo tão rápido, á semelhança do amor. O filme nunca cai no cliché barato da simples história de amor, onde as personagens se amam muito e depois no fim acabam Happily Ever After. Nada disso, (500) Days of Summer é um caricatura belíssima de uma relação real entre pessoas de carne e osso, e não entre duas personagens estereotipadas que lá por dizerem patetices românticas um ao outro se amam mais do que o tamanho do universo e fazem gáudio idiota a esse amor. Uma coisa interessante neste filme, é que não há espaço para a expressão mais frequente no filmes ditos comédias românticas, o famosíssimo: I LOVE YOU.
Vivemos durante 500 dias (de forma não linear) a paixão cartoonizada de Tom pela bela Summer. É a história de um rapaz (que acredita que nunca será feliz graças á música "triste", pop britânica e a uma má interpretação do filme The Graduate) que conhece uma rapariga (que não acredita no amor e a única coisa que ama é o seu longo cabelo preto e a facilidade como o pode cortar sem sentir nada), mas fiquem prevenidos que não se trata de uma história de amor. Parece á primeira vista bastante banal, mas a originalidade é deveras refrescante e sincera. Começa com uma epígrafe genial, diria eu. Será bastante interessante comparar este filme á realidade, a meu ver as semelhanças são inúmeras, mérito dos autores. Está cheio de pormenores inolvidáveis e profundamente genuínos. Destaque para a cena da dualidade: expectativas/realidade. Um regalo para vista, um mimo para os amantes de cinema. A surpresa do ano sem dúvida.
o melhor: é pouco dizer tudo
o pior: saber que pode não estrear nas salas portuguesas








